A mudez da pena é o motim da alma em não se expressar.
O torpor semialcóolico tenta me induzir, quase que a força à saída deste exílio interno.
Sou compelido a falar, pois que o delírio parece muito mais são que a mente que calcula.
Existe um limiar entre o profano e o sagrado que me faz pensar que o único e verdadeiro caminho rumo à santidade é o próprio pecado.
Há algo de extremo em tudo o que sinto e penso, e cá fora tudo parece tão lento e mórbidamente distante. Peco quando não penso no profano. Peco quando não me toca o profano. Peco quando não estou imerso naquilo que me traz a maior repulsa. Peco quando não estou pecando.
Tudo são nuvens e tudo é o todo do nada, sonho, devaneio e desperdício... Tudo tão necessário. Viver é preciso, a despeito de sua imprecisão, viver é navegar em nuvens e fingir que tudo é sério, viver é essa sensação de ter sempre uma sensação.
E o que há em mim que não escreve...?
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