sábado, 28 de fevereiro de 2009

The heart is the mistery

I was thinking the other day that sorrow comes whenever something happens in disagreement with our expactations. It seems that the source of suffering lies in our struggle against what life presents to us.

It is a most intriguing fact, but many times we seem to be running in the exact opposite direction of what best life has to offer us. Many times we simply want something because it matches whatever desires and dellusions are conditioned into our minds.

Life is wise and without error, and it could only take us to the most suitable of the places. Always. But we hardly see it. We do not believe it. We do not accept it.

But how could we open our eyes to what life is trying to show us?

Maybe life talks to us in such a misterious way that only the heart can understand. But the heart, though a part of ourselves, seems to be a mistery greater than life.

The heart is something we just cannot explain.

But the heart knows it all. Because no heart is apart from any other heart. When we act with the heart we can see what is the right path to follow, where is the right place to go.

The heart is the highway that leads us straight away to truth.

Truth is life,
and there is no life that is not in the heart.

Truth is life,
truth is love...
heart is the mistery.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Se eu soubesse o seu nome

Se eu soubesse seu nome...

Se eu soubesse seu nome, talvez não lhe caísse tão bem quanto aquele que penso ser o seu.

Troquei contigo uns olhares furtivos, umas poucas palavras, mas me lembro mais do deslize ondulado de seus longos cachos castanhos do que de sua face, que é sem dúvida tremendamente bela.

Eu te chamaria de Gabriela, nem tanto porque ousaria repetir a rima óbvia do seu doce gosto, mas porque me lembro do teu rosto moreno claro, misto de ingenuidade e malícia, que faz lembrar a daquela que é de cravo e canela.

Sei que quando me olha sabe o que eu penso. Mas há um pacto silencioso nesse nosso laço sem nome, um pacto de juras não ditas que exigem esse mútuo consentimento proibido e não consumado.

O amor que fica assim, perfeito, imaculado pelo toque, mas preenchido pelo sublime desejo de não ser realizado. Admirar-te assim calado já me basta, porque sabemos que não é lícito o que nossos olhos entregam.

Não é lícito porque meu amor, de carne e de desejo, é difuso nos amores furtivos, aqui e ali, onde encontro quem queira uma faceta de mim.

Em três amores me divido, mas meu amor verdadeiro é por ti, aquela que não conheço o nome, aquela que quer e não pode, mas que me deixa saber, assim mesmo.

Não é lícito porque por hora pertences a outro, e eu do momento que te vi já soubera, mas sei que agora também és minha, em pensamento. E tu disso também sabes...

Talvez, se eu soubesse teu nome, não sei se ficaria o encanto. Mas se viermos um dia a nos possuirmos de fato, não quero que me diga a verdade, quero que seja apenas fêmea, sem identidade, sem qualquer veleidade ou decepção. Deixe que falem os corpos, deixe que fale a sagrada perversão.

Quero amar-te, sem saber quem és. Mesmo que meu corpo venha a conhecer-te os mais íntimos recônditos de teu prazer, não quero saber nem mesmo da menor palavra que leve aos enganos daquilo que pensamos ser.

Que minha paixão sem nome seja o que tiver de ser. Platônica, catatônica ou puro prazer. Não me importa. Você despertou algo antigo dentro do meu ser.